quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Emule

Um coração que ama
e não sabe onde pisa, 
incita.


Joga as palavras
aquelas que sabe, 
despeitam.

Vê nos olhos e na alma,
todas aquelas emoções contidas
e vibra. 

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Esse pássaros não voavam mais alto que eu.

   O asfalto era quente, o céu meio salgado e aquela altura eu me perguntava onde é que isso iria parar. Deixei que cada resquício de bondade fosse embora de mim, eu tinha me tornado um poço fundo de amargura. Não me culpo em detrimento dos fatos, mas assumo, que havia muita bondade que foi embora em algumas tragadas e goles. 
   Não respiro mais bem e o asfalto ainda arde nos meus pés, mesmo que não ande mais descalça. É o que me restou, os dias quentes e o suor da pele, é a minha única certeza. Que os dias continuarão quentes, ainda que eu sinta muito frio. 

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

" A vida é o que você vê nos olhos dos outros; a vida é o que as pessoas aprendem e, tendo aprendido, nunca, embora o tentem esconder, deixam de estar conscientes de - do quê? De que a vida é assim, ao que parece"

V. Woolf

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Noturno à janela do apartamento



Silencioso cubo de treva:
um salto, e seria a morte.
Mas é apenas, sob o vento,
a integração na noite.

Nenhum pensamento de infância,
nem saudade nem vão propósito.
Somente a contemplação
de um mundo enorme e parado.

A soma da vida é nula.
Mas a vida tem tal poder:
na escuridão absoluta,
como líquido, circula.

Suicídio, riqueza, ciência...
A alma severa se interroga
e logo se cala. E não sabe
se é noite, mar ou distância.

Triste farol da Ilha Rasa.

C. D. de Andrade 


Poema que há de me acompanhar por esses dias.

quinta-feira, 14 de junho de 2012

SONHO DE UMA SOMBRA.


Nada ficou senão a marca estampada dos teus dedos na minha coxa.
Nenhuma razão que fosse suficiente para não me mover.
Eu não o culpo. O tempo foge e não cabe a mim.
O vento sopra a carne e o pensamento.
O que antes era, nunca foi.
Feneceremos, e o que quero não cabe a ti.